Por que uma mentoria de roteiro?
- Rogério Cathalá
- 5 de jul. de 2025
- 4 min de leitura
Meus sinceros parabéns às pessoas que conseguem escrever sozinhas, motivadas apenas por si mesmas. Que não precisam de prazos, nem de demandas externas. Que já têm uma voz autoral sólida, madura — ou que já são above the line, nomes recorrentes nos créditos que conseguem financiamento com facilidade e não precisam ouvir mais do que a própria voz.
Não é o caso da maioria de nós. Apesar de anos de trabalho, formação e prática, ainda buscamos escuta, ainda reescrevemos, ainda precisamos de contexto para criar. E quando não há uma demanda externa, a gente aprende a inventar uma: um curso, um workshop, um laboratório, uma parceria.
Porque escrever é um ato solitário, mas sem troca, vira uma caixa de eco. A profissão de autor roteirista exige fôlego e clareza. E, para quem está começando, isso pode parecer um labirinto.
Se você quer escrever seu primeiro longa ou série, algum projeto de mais fôlego, talvez já tenha percebido: ter uma boa ideia não basta. Você começa, empaca, reescreve, duvida. Fica preso em decisões que parecem pequenas, mas travam o todo. Às vezes sente que está num quarto escuro, tentando montar um quebra-cabeça sem saber o desenho final.
É aí que entra a mentoria. Não como uma solução mágica — mas como um processo exigente e construtivo, com prazos, escuta crítica e ferramentas para transformar sua ideia em roteiro com solidez, ritmo e visão de futuro.
A gente sabe disso porque já percorreu e percorre esse caminho.Somos Rogério Cathalá e Eva Freire, roteiristas e parceiros na Tropica Dystopia, produtora especializada em desenvolvimento de projetos. Trabalhamos com roteiros originais e sob encomendas para produtoras, já vencemos prêmios e dos mais importantes laboratórios de roteiro como FRAPA Lab, BrLab, Cena 15 e outros.
Rogério é mestre pela ECA/USP, com pesquisa em dramaturgia nos games, e ampla experiência como consultor de roteiro, mentor e pesquisador de narrativas audiovisuais. Eva é diretora de arte, roteirista, mentora e consultora em desenvolvimento de projetos com foco em narrativas de gênero. Com essa bagagem prática e teórica, criamos a mentoria Corte Zero — pensada para quem está escrevendo seu primeiro longa e quer fazer isso com acompanhamento profissional.
A Corte Zero não é um curso. Mas seus resultados são muitas vezes mais transformadores que qualquer curso, porque aqui se aprende na prática, com base teórica, rigor criativo e devolutivas específicas para o seu projeto.
Por que a mentoria é mais efetiva do que um curso?
Cursos são importantes. Eles abrem portas, apresentam fundamentos, expandem o vocabulário técnico e ajudam a entender o campo em que se está entrando. Mas quando falamos sobre escrever um roteiro de longa do zero até o primeiro tratamento, o curso tem um limite claro: ele é genérico por natureza. Foi feito para atender a uma turma, com diferentes níveis de experiência, estilos e ritmos.
Você aprende, sim — mas aprende em bloco.
Já a mentoria é personalizada. Ela se adapta ao seu projeto, à sua voz, ao seu tempo e às suas dificuldades. Não parte de um conteúdo pronto, mas da escuta ativa e da leitura real do que você está tentando construir. Na Corte Zero, o projeto do mentorado é o centro de tudo. É ele que determina a rota, os tópicos, os exemplos e as decisões de cada encontro.
Além disso, uma mentoria oferece algo que nenhum curso oferece de verdade: continuidade.
Na Corte Zero, você tem:
Mais de 20 horas de encontros individuais ao longo de seis meses;
Prazos e devolutivas que se ajustam ao seu ritmo, sem deixar o projeto parar;
Leitura atenta, linha a linha, com comentários que vão além da estrutura e entram em temas, personagens, tom e consistência;
Diálogo contínuo, onde cada decisão é debatida com profundidade — e não apenas corrigida como num exercício.
Cursos também costumam usar exemplos genéricos ou exercícios descolados da realidade do mentorado. Já na mentoria, você aprende aplicando os conceitos diretamente no seu roteiro, com acompanhamento técnico e criativo. A teoria existe, claro — e está embasada nos manuais, nos estudos, na dramaturgia clássica e contemporânea —, mas entra em cena para resolver questões reais do seu projeto, não como conteúdo solto ou decorativo.
Outro ponto essencial: a mentoria exige o engajamento do mentorado. Não é passiva. Você não assiste, você faz. Isso significa que a efetividade da mentoria é proporcional à sua entrega. Quem vem com disposição para escrever, reescrever, pensar e ouvir, sai com um roteiro muito mais sólido do que teria em qualquer curso tradicional.
E, por fim, há a exclusividade: você não está em meio a uma turma, disputando atenção. Você tem dois mentores — com experiência prática e teórica — te acompanhando diretamente, com foco total no que você está criando.
Curso é conteúdo. Mentoria é construção. É projeto. É atravessar junto.
Se acha que isso é pra você entre em contato com a gente por aqui ou pelo instagram!





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